Porque política é governação e porque a governação deve ser estrategicamente pensada, planeada, executada, a bem da sustentabilidade e progresso dos territórios, o ministério do Ambiente, vai estar representado no Zoom Smart Cities, que decorre a 18 e 19 de maio, em Lisboa.

Porque política é governação e porque a governação deve ser estrategicamente pensada, planeada, executada, a bem da sustentabilidade e progresso dos territórios, o ministério do Ambiente, vai estar representado no Zoom Smart Cities, que decorre a 18 e 19 de maio, em Lisboa.

O Zoom Smart Cities foi pensado e planeado como um palco para dar voz a quem decide e quem gere, quer na administração central quer na administração local, mas, essencialmente, para dar voz e oportunidade de partilha a quem pensa, investiga e vive as cidades, nas suas mais diversas componentes.

Saskia Sassen, que vai marcar presença no evento no dia 18 de maio, uma das maiores pensadoras do momento, vem responder a uma questão fundamental: A quem pertencem as nossas cidades? A resposta parece simples e óbvia: aos cidadãos. Mas será, efectivamente, assim em todas as cidades. Os cidadãos são tidos em conta nas políticas que se implementam, são ouvidos, ou melhor, são escutados? E os cidadãos querem realmente ter uma postura ativa, participativa, querem ser parte integrante da cidade? Tantas questões e tantas possíveis respostas.

E é da necessidade de colocar e compreender estas e outras questões que nasce a discussão e que pode surgir o esclarecimento, a segurança no caminho que se adopta para criar espaços territoriais mais inteligentes, mais humanos, mais felizes.

O Zoom Smart Cities selecionou criteriosamente os temas a abordar neste fórum e os oradores convidados. Especialistas e leigos, porque também é importante compreender como um cidadão comum, olha para as políticas implementadas, para os resultados das investigações feitas, para as ferramentas que são disponibilizadas nas cidades debaixo do tal conceito “Smart”. Na atualidade, um dos temas mais frequentas nas agendas das preocupações de quem decide e quem governa é a participação cidadã, o tal “Citizen Engagement”. Mas até que ponto há verdade e vontade nesta participação, quer por parte dos decisores quer por parte dos cidadãos. A construção de cidades inteligentes implica verdade, transparência, empenho e participação. Implica partilha e solidariedade e estes conceitos, aparentemente tão simples, são muito fortes e muitas vezes difíceis de implementar e realizar. Esse é o desafio da construção da cidade inteligente. Conseguir que quem decide o faça no pleno respeito e em representação dos cidadãos que lhe atribuíram o mandato de confiança, e que os cidadãos se envolvam verdadeiramente na construção do futuro, na responsabilidade com a comunidade onde estão inseridos, na solidariedade na definição da estratégia e implementação das soluções das suas cidades.

O Zoom Smart Cities vai, com certeza, dar muito que pensar e contribuir para que se desenhe um novo caminho sustentado na informação, na partilha, no conhecimento.

Mentes esclarecidas ficam melhor preparadas para encontrar melhores soluções.