O ZOOM SMART CITIES 2017 conta com alguns dos mais prestigiados e reconhecidos oradores internacionais. Especialistas, criativos, estrategas que contribuíram para o desenvolvimento de projetos Smart em diversos pontos do globo. O ZOOMSC17 conta por exemplo com 2 autênticos “embaixadores” de boas praticas dos Países Baixos (Holanda). Rob Adams, da Six Fingers, desenvolve o seu trabalho criativo em Eindhoven e está novamente em Lisboa para falar do mais recente projeto das Cidades Felizes. Frans-Anton Vermasten pertence à Amsterdam Smart City e é uma das vozes mais influentes na demonstração das boas práticas da capital holandesa.

A presença destes dois oradores em Lisboa é assegurada com o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos em Portugal que se associou ao ZOOMSC17 em forma de patrocínio institucional.

Fizemos 3 perguntas aos dois “embaixadores” holandeses.

 

ROB ADAMS

Em que está a trabalhar neste momento para as Smart Cities?

Verifiquem: www.happycitizendesign.com . Acreditamos que as cidades devem ser desenhadas em torno da felicidade, não na tecnologia ou eficiência. Acreditamos na cocriação de espaços atrativos e divertidos para os cidadãos, que os façam felizes. Um projeto, um bairro, de cada vez, para fazermos do mundo um lugar novamente feliz em vez de construirmos apenas 2eficiencia”. Simples.

Como criar uma Cidade feliz?

Parem de acreditar que as smart cities vão funcionar. A tecnologia é um meio, não o objective final. Foca-se demasiado na tecnologia enquanto as pessoas que fazem as cidades deveriam ser o centro de tudo o que está a ser desenhado. Vamos iniciar a aplicação efetiva do design thinking e parar com as imposições.

Dizem que as cidades holandesas são felizes a maior parte do tempo. Deveriam ser os exemplos a seguir?

Mesmo? Ainda há tanta coisa para fazer nos Países Baixos. Não é necessariamente um exemplo, porque muito foi decidido e planeado “top down”. Os holandeses falam demasiado e apenas falar não é suficiente para construir.

 

FRANs-ANTON VERMAST

Em que está neste momento a trabalha nas Smart Cities?

No desenvolvimento de plataformas Smart Cities abertas e centradas no ‘utilizador’, assim como em matérias holísticas de comunicação entre silos através de ações ‘bottom up’ de colaboração e ainda no envolvimento dos cidadãos (Citizen Engagement).

Como vê as cidades holandesas (e especialmente Amsterdão) no futuro?

As Smart Cities vão evoluir de uma comunidade de stakeholders e parceiros dominam a arena para uma plataforma em que os cidadãos serão os decisores.

As cidades holandesas são vistas como exemplos globais. Qual é o segredo?

Plataformas inovadoras e abertas com influencia direta do governo sem objectivo de lucro, parcerias “publico-privadas-pessoas” e ações baseadas nos utilizadores/cidadãos desenvolvidas de ‘cima para baixo’

 

 

 

 

Todas as despesas de viagem e alojamento dos oradores Rob Adams e Frans-Anton Vermast em Lisboa foram asseguradas pela Embaixada do Reino dos Países Baixos em Portugal.